Pericoronarite

Pericoronarite – Introdução:

A pericoronarite é uma inflamação, de origem infecciosa, da área da mucosa bucal e dos tecidos gengivais que cobrem parcialmente dentes que não conseguiram erupcionar completamente na cavidade bucal.

Pericoronarite Zona Sul SP

PERICORONARITE E DENTE SEMI -INCLUSO

Dentes que erupcionaram parcialmente apresentam porções variáveis de suas coroas expostas na boca, enquanto suas partes restantes estão retidas dentro dos ossos maxilares.

Estes dentes são conhecidos como dentes semi-inclusos.

A imensa maioria de dentes semi-inclusos são dentes do siso.

Consequentemente, a maior incidência de casos de pericoronarite envolve estes dentes.

Estas situações normalmente acontecem quando não existe espaço suficiente para que estes dentes posicionem-se corretamente na arcada dentária.

Outra condição que favorece o desenvolvimento da infecção pericoronária relaciona-se às suas posições inclinadas ou horizontais no interior dos ossos maxilares, as quais impedem que erupcionem completamente, pois estão impedidos pelos dentes vizinhos (impactados).

Os tecidos gengivais e os tecidos moles que recobrem uma porção de um dente não completamente erupcionado criam um espaço entre eles e a coroa do dente.

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RADIOGRAFIA – DENTE SEMI-INCLUSO

A higienização deste espaço, devido à sua posição muito posterior na boca, é difícil ou negligenciada durante a higiene diária caseira.

Consequentemente, no interior deste sulco ocorre acúmulo de resíduos alimentares e intensa proliferação de bactérias bucais.

Como resultado, inicia-se a pericoronarite, a qual pode apresentar-se como uma inflamação apenas ligeira, mas que geralmente, acaba por evoluir para uma inflamação mais grave devido à presença das bactérias.

Portanto, a pericoronarite é considerada uma inflamação de origem infecciosa (bacteriana), a qual não é exclusiva dos dentes do siso, pois pode envolver quaisquer dentes semi-inclusos.

Contudo, como foi explicado, sua quase totalidade de casos envolvem aqueles dentes, principalmente os dentes do siso inferiores.

Pericoronarite – Causas:

Situações que concorrem para o desenvolvimento da pericoronarite:

  • Presença de dentes parcialmente erupcionados na cavidade bucal;
  • Acúmulo de resíduos alimentares e proliferação de bactérias entre a coroa dos dentes semi-inclusos e a gengiva ou os tecidos moles que os recobrem;
  • Higienização deficiente da área considerada em função da dificuldade de acesso ou negligência por parte da pessoa afetada;
  • Traumatismo dos tecidos moles e gengivais que recobrem parcialmente a coroa dos dentes parcialmente erupcionados, provocados pelas forças mastigatórias ou pelo dente antagonista (dente do maxilar oposto)

Pericoronarite – Sintomas:

Os seguintes sinais e sintomas podem estar presentes em casos de pericoronarite:

  • Dor local envolvendo os dentes e os tecidos moles e gengivais, variando de moderada à intensa;
  • Inflamação da gengiva e dos tecidos da mucosa bucal que circundam a coroa do dente;
  • Sangramento;
  • Edema (inchaço);
  • Secreção de pus;
  • Halitose (mau-hálito)
  • Dificuldade e dor durante a mastigação e deglutição;
  • Limitação do grau de abertura da boca (trismo);
  • Disseminação da dor para a região da garganta, ouvido, cabeça e pescoço;
  • Aumento de volume (hipertrofia) dos gânglios do pescoço;
  • Agravamento da infecção, gerando mal-estar geral e febre.

Pericoronarite – Tratamento:

A pericoronarite é geralmente aguda (aparecimento súbito, desenvolvimento rápido e muito dolorosa), mas também pode ser crónica, se houver um equilíbrio entre a infecção bacteriana, a higiene bucal e a defesa imunológica do organismo (mais duradoura, porém menos dolorosa).

Esta condição infecciosa tem caráter recorrente e sua causa deve ser definitivamente eliminada pela remoção do dente semi-incluso impossibilitado de completar sua erupção.

Contudo, enquanto a extração do dente envolvido não é realizada, o tratamento da pericoronarite vai depender de sua gravidade, ou seja, da intensidade das dores, da presença e volume de inchaço, da presença de pus e, acima de tudo, do grau de disseminação da infecção para regiões anatômicas vizinhas.

Os casos mais leves são tratados com analgésicos e anti-inflamatórios comuns, sendo muito importante a higienização minuciosa da região afetada. Um antisséptico bucal deve ser aplicado na área afetada por meio de cotonete e bochechos mornos com anti-inflamatórios de uso local devem ser prescritos.

Os casos mais graves devem ser tratados de imediato, não apenas com a  adoção das medidas descritas no parágrafo anterior, mas também com a  prescrição de antibióticos e de analgésicos e anti-inflamatórios mais potentes.

Caso contrário, podem disseminar-se para áreas vizinhas delicadas, tais como garganta e pescoço, levando à complicações severas e de difícil tratamento, causando grande sofrimento ao paciente.

 

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