Você nem precisou ir ao dentista, seu melhor amigo sentiu um cheirinho ruim vindo da sua boca nesses últimos dias e tratou logo de lhe avisar. O mau hálito já estava ali e você nem tinha reparado. Será que o problema está relacionado com alguma coisa que você comeu no almoço? Um chiclete é capaz de resolver o problema? Embora muita gente fale a mesma coisa, existem diversos mitos e verdades por trás do assunto.

O mau hálito pode vir do estômago?

Mito. O profissional conta que realizou mais de 5 mil tratamentos e nunca teve um único caso em que o mau hálito viesse do estômago. E o motivo é bem simples. “Não respiramos pelo estômago, o ar que expiramos pela boca ou pelo nariz vem dos pulmões”, afirma. Nas raras vezes quando o ar vem do estômago, nos casos de um arroto ou refluxo, tem um odor ácido, diferente da halitose crônica, que tem um cheiro de enxofre. Além disso, a alteração de odor nestes casos dura poucos segundos, ao contrário do problema crônico, que é constante.

Alguns alimentos podem causar mau hálito?

Verdade. Sabe quando você come aquele bife acebolado com uma camada de gordura no almoço e fica com o gosto na boca o dia inteiro? Tudo porque esses dois alimentos alteram o hálito, especialmente quando falamos de alho e cebola crus ou fritos. Outras comidas com alto teor de proteína e gordura animal, como o salame, mortadela e linguiça, também deixam um mau cheiro na boca. “Nesses casos, as partículas malcheirosas contidas nos alimentos são absorvidas no intestino e entram na corrente sanguínea. Como a quantia dessas partículas é muito grande, o fígado não dá conta de metaboliza-las e, no processo de hematose (trocas gasosas nos pulmões), elas são eliminadas junto ao ar expirado, alterando o seu odor”. Mas não se preocupe, pois essa é uma halitose passageira que dura, no máximo, um dia.

Mastigar ajuda a prevenir o mau hálito?

Parcialmente verdade. O especialista afirma que mastigar ajuda sim a prevenir o mau hálito já que estimula a produção de saliva – fluido importante para a proteção e limpeza da boca. Porém, não é só a mastigação que vai evitar o mau cheiro. “Se o hábito não for associado à higiene bucal completa, que inclui a escovação dos dentes, uso de fio dental e limpeza da língua, a pessoa vai continuar com a halitose”.

A xerostomia pode causar mau hálito?

Verdade. A famosa sensação de boca seca, acompanhada de uma produção salivar normal, costuma ocorrer em pacientes que respiram pela boca ou que roncam. Já a diminuição da saliva é chamada de hipossalivação. “Ambos os problemas podem causar a alteração do hálito indiretamente por ressecar a boca e aumentar a descamação das células das bochechas e lábios”. Todo esse processo acaba gerando, mais uma vez, o mau hálito.

O chiclete acaba com o mau hálito?

Mito. O chiclete pode até ter duas ações positivas: estimular a salivação e mascarar o mau hálito suave, mas nunca vai acabar com a halitose. “Seu efeito é passageiro e funciona apenas em casos mais leves. Além disso, sua ação de estímulo salivar, muitas vezes, não é suficiente para diminuir o problema”, atenta o dentista. Viu só? Não adianta ter apenas o chiclete como garantia de uma boca refrescante. É preciso praticar uma higiene bucal completa todos os dias.

Halitose é a mesma coisa que mau hálito?

Verdade. Halitose é apenas o termo médico para o mau hálito (que é mais popular). “A palavra halitose tem origem no latim halitus, que significa ‘ar expirado’, e no grego osis, que quer dizer ‘doença ou condição anormal’”, informa. Embora não seja considerada uma patologia, ela é um sinal de que algo no organismo não está indo bem e que precisa ser identificado e tratado. Ou seja, a halitose pode sinalizar a presença de uma enfermidade. Não ignore esse aviso.

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